terça-feira, outubro 24, 2006
A Consciência de Zeno
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Uma História de Amor
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Marcadores: Amor
sábado, outubro 07, 2006
Intemporal

Pensava em entristecer
Mas hoje não vai dar, não tenho tempo
Quero explicar meus sentimentos
E entender seus ressentimentos
Mas não tenho tempo
Poderia deixar tudo como está
E daqui a pouco sair pra te encontrar
Mas não tenho tempo
Queria voltar a te ver
Mas acho que vai ser difícil
Tenho muita coisa pra fazer
E não quero ter tempo
Assim não me entristeço
Não tenho que explicar
Nem preciso te entender
Se me ocupar, não preciso me preocupar
E não tendo tempo, não tenho sentimentos
Precisava pensar em tudo isso um pouco mais
mas não tenho tempo...
Márcio Martins da Silva
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sábado, setembro 30, 2006
Memórias de Adriano
Pouco antes de morrer, o imperador Adriano, Pontifex Maximus dos territórios romanos entre 117-138 d.C., decide escrever uma longa carta-testamento ao jovem Marco Aurélio, o futuro imperador-filósofo.
Nela Adriano passa em revista os principais episódios de sua extraordinária existência: a relação de afeto com a mulher de Trajano, Plotina; as campanhas militares em diversas regiões da Europa; as viagens à Ásia Menor; a paixão pela caça; as discussões filosóficas com os principais pensadores do seu tempo; as relações com Trajano, seu antecessor; e o casamento com Sabina.
No entanto, não são as façanhas públicas e heróicas que constituem o centro vital do relato do velho imperador, mas seu amor pelo belo jovem grego Antínoo, que se suicidou no auge do esplendor físico.
A partir dessa perda, Adriano interroga-se sobre o destino, a precariedade da vida e a inevitabilidade da morte, que não poupa senhores nem escravos. "Esforcemo-nos por entrar na morte com os olhos abertos", escreve o imperador nos seus últimos dias, seguindo os preceitos da filosofia estóica que sempre o nortearam.
Lançado em 1951, este romance de Marguerite Yourcenar consumiu quase 30 anos de pesquisas e logo se tornou um clássico da literatura moderna. Poucas vezes uma experiência histórica específica --a biografia de um homem ilustre e o prenúncio da decadência de Roma-- foi transformada pela ficção de modo tão vivo quanto nestas Memórias de Adriano.
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Marcadores: Biografia
quarta-feira, setembro 27, 2006
Question
Why do we never get an answer
When we´re knocking at a door
With a thounsend million questions
About hate and death and war?
Era esta a questão que os Moody Blues punham no album "Question of Balance" de 1970.
Passaram-se 36 anos, e ainda não obtivemos qualquer resposta!
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domingo, setembro 17, 2006
Tibete
O Tibete é um país da Ásia Central, situado na China e tenta sua autonomia desde 1951. É conhecido como "teto do mundo" pois é um vasto planalto localizado a mais de quatro mil metros de altitude. Seus habitantes estão cercados pelas montanhas do Himalaia e por desertos; mas na verdade, isolados do mundo, pois não conhecem os avanços da ciência e jamais ouviram falar em astronautas.
O clima da região é bem rigoroso; a neve permanece nove meses durante o ano. É o país mais religioso do mundo, chegando a ser uma nação unificada no século III d.C., devido à expansão do Budismo. Depois, o país foi dividido em pequenos principados, invadido por mongóis. O primeiro Dalai Lama, autoridade máxima do Budismo Tibetano, assumiu em 1642. O povo tibetano habita a capital Lhasa, fundada há 14 séculos.
Atualmente, existem duas Lhasas, a tradicional - que possui sólidos edifícios de três andares, com telhados coloridos e decorados -, e a moderna -, que surgiu após a invasão chinesa, com uma arquitetura utilitária e largas avenidas. É na velha cidade que se encontra o mais sagrado dos templos tibetanos, o Jokhango, construído no século VII d.C., centro espiritual da nação, que recebe vários peregrinos.
Ao redor do templo, existe um caminho chamado Barkhor, um exótico mercado ambulante de produtos artesanais. Helena Blavatsky, fundadora da Teosofia, designou esse país como o "centro energético do mundo".
No Tibete existe o palácio Potala, que é a imagem mais representativa da nação. Possui treze andares, construído com cobre fundido, para protege-lo dos terremotos.
Em Potala, os livros sagrados budistas eram impressos manualmente, e ainda estão guardadas as escrituras budistas como o Tanjur, com 227 volumes, e o Kanjur, com 108 volumes. Os textos apócrifos relatam a possibilidade de Jesus ter estudado no Tibete; é comum ouvir sobre essa história na velha cidade. O Tibete pode estar longe do mundo, mas é o único lugar do planeta onde os homens procuram desvendar os enigmas da alma humana.
Atualmente, o 14º Dalai Lama, tenta negociar a liberdade do povo tibetano da China. Na sua última conferência realizada nos Estados Unidos em 2001, ele disse: "através da visualização, dou aos chineses meu pensamento positivo, e em troca, recebo a ignorância". A liberdade do Tibete é uma tarefa árdua, que dura mais de cinqüenta anos, contando com a ajuda da ONU e do reconhecimento de poucos outros países.
Monica Buonfiglio
País de Paz e sabedoria, um exemplo a seguir...
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Marcadores: Para meditar
A Rosa
... Julgava-me muito rico por ter uma flor única no mundo e, afinal só tenho uma rosa vulgar...
Foi então que apareceu uma raposa .
- Olá, bom dia! disse a raposa.
- Olá, bom dia! - Respondeu delicadamente o princepezinho...
-Anda brincar comigo - pediu o princepezinho. Estou tão triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Ainda ninguém me cativou...
Andas á procura de galinhas? (diz a raposa)
Não... Ando á procura de amigos. O que é que "cativar" quer dizer?
... Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
Laços?
Sim, laços - disse a raposa. - ...
Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo...
(raposa) Tenho uma vida terrivelmente monótona...
Mas se tu me cativares, a minha vida fica cheia se Sol.
Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? ... não me fazem lembrar de nada. É uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então quando eu estiver cativada por ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti...
- Só conhecemos as coisas que cativamos - disse a raposa. - Os homens, agora já não tem tempo para conhecer nada. Compram as coisas feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não tem amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
E o que é preciso fazer? - Perguntou o princepezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada . A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar mais perto...
Se vieres sempre ás quatro horas, ás três já eu começo a ser feliz...
Foi assim que o princepesinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - Ai que me vou pôr a chorar...
... Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo.
O princepesinho lá foi... - vocês não são nada disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês... - não se pode morrer por vocês...
... A minha rosa sozinha. vale mais do que vocês todas juntar, porque foi a ela que eu reguei, que eu abriguei... Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, ás vezes calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para ao pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. - vou-te contar o tal segredo. É muito simples:
Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
Foi o tempo que tu perdes-te com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela.
Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...
Antoine De Saint-Exupery "O Princepezinho"
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Marcadores: Excertos de livros
A Lua de Joana

Querida Marta,
Fui ter com um amigo da Rita e mandei fazer uma tatuagem no pulso: um relógio... Agora tenho um relógio eternamente parado nas zero horas.
Pelo menos este não poderei vender... a minha mãe teve uma crise de nervos quando me viu o braço e deu-me uma estalada. Não senti a dor, porque já tudo me doía.
Quando o meu pai chegou a casa, depois do jantar, deu-me uma fúria, e, por momentos, senti uma enorme vontade de levantar o braço, pôr-lhe em frente da cara e berrar com toda a força "Agora sei sempre a que horas vais chegar, Pai! Este relógio é o único que tem as tuas horas! Estás contente?!"
Mas não lhe disse nada. Nem ele a mim...
Não aguento mais. Preciso urgentemente de fazer uma cura qualquer. tenho de sair daqui... tenho montes de coisas para estudar, mas não dá para pegar num livro. Sinto a cabeça nos pés. Debaixo dos pés.
Um beijo da Joana
Querida Marta,
Estou em casa do meu tio Augusto, irmão do meu pai. O Diogo entrou finalmente num processo de desintoxicação...
A minha mãe veio cá ontem ver-me e sentámo-nos as duas no jardim. Não falamos de nada importante, porque não estamos habituadas a conversar de algo que interesse ás duas. De qualquer forma foi bom...
O meu pai é que ainda não veio ver-me. Telefona e diz sempre quando tiver um tempinho, virá. Julgo que, desta vez, nem é uma questão de tempo, é só uma questão de medo. Ele não consegue ver-me assim...
Se ele soubesse como era importante que viesse cá ver-me...A minha mãe contou-me que ele anda abatido por minha causa... "O pai gosta muito de ti Joaninha..." Que raio de maneira que ele tem de gostar! Onde é que ele estava quando eu me meti nesta porcaria'
Um beijo da Joana
Querida Marta,
Esta noite tive o pesadelo mais incrível de sempre!...Eu estava sozinha num lugar que parecia o céu, mas não era... Comecei a subir as escadas e, quando cheguei quase o cimo, vi que estava alguém à minha espera. Era uma espécie de anjo, com um manto escuro, mas não tinha cara... percebi que tinha de segui-lo...
Que é isso? (perguntou a mãe ao pai)
São cartas... da Joana...
Encolheu as pernas lentamente e fixou os olhos inchados naquele baloiço estranho suspenso no tecto em forma de lua.
Desapertou a correia do relógio e pousou-o devagar sobre a mesinha. Agora, tinha todo o tempo do mundo. para quê?
Maria Teresa Maia Gonzales "A Lua De Joana"
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Marcadores: Excertos de livros
O que nos dizem...

Porque será que insistimos em contar ás criancinhas histórias de príncipes e princesas que casam, têm muitos filhos e são felizes para sempre?
A versão moderna destes contos infantis são as chamadas revistas cor-de-rosa que exibem uma vasta gama de "beautiful people" permanentemente rodeada de amigos, casas, carros, iates e filhos sempre divertidos e bem vestidos.
Façam o que fizerem, digam o que disserem, a ideia é dar a todas estas pessoas uma imagem próspera e feliz.
Tudo à nossa volta parece indicar que o casamento é sinónimo de felicidade e estabilidade imediatas e nada nem ninguém nos prepara para a realidade que pode ser incrivelmente feliz mas passa por fases de adaptação e tem, necessariamente altos e baixos.
Por outro lado, nunca ninguém diz que, após o nascimento dos filhos, muitos casais entram em crise.
A ilusão que persiste é a de que um filho pode salvar um casamento mas, na verdade, um filho raramente salva um casamento em crise. Antes pelo contrário, pode gerar desentendimentos até num casamento razoavelmente estável.
Casar ou ter filhos podem ser experiências extraordinariamente importantes e construtivas desde que vividas de forma realista. Desde que não contemos com aquilo que ninguém nos pode dar.
Um casamento feliz não tem nada a ver com o clássico mas sim
com um investimento afectivo diário, com uma vontade de fazer mais e melhor e com uma aposta permanente no crescimento, valorização e realização do outro.
Daquele que está ao nosso lado. Só prestando atenção ao outro e ás suas próprias expectativas de felicidade é possível ser feliz e, então sim, ter muitos filhos e ficar juntos para sempre.
Laurinda Alves (Ideias para pensar)
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Marcadores: Para meditar
Fall
Gosto do outono, para muitos, pode parecer um pouco triste.
Gosto dessa leve melancolia, do céu ainda brilhante e limpo, mas onde a luz já principia a declinar.
Gosto. Nem sempre gosto.
Quando me olho ao espelho, apercebo-me que também no meu corpo a luz começa a declinar.
Longe vai o tempo em que gostava do Outono porque gostava, sem me dar ao trabalho de fazer analogias. Sabia que outras primaveras viriam, seguidas de verões quentes e brilhantes.
Cada vez me é mais difícil sentir a Primavera em mim, e não tardará muito em que apenas a poderei rever nos jovens, o que, diga-se em abono da verdade, pouco me consola.
Um dia o meu pai disse-me:"...O que é triste, é sentirmos todas as vontades de quando eramos jovens, mas faltar-nos a energia fisica e o tempo para as concretizar..."
Prestei pouca atenção. Estava na Primavera da vida.
Por algum motivo retive a reflecção de meu pai. Recordo-a hoje como se tivesse sido dita ontem.
A vontade de projectar, criar, inovar, amar... continua em mim com a mesma força de hà muitos anos atrás, mas, o corpo parece sofrer de uma indolência contrária, começa a sentir o cansaço de muitas primaveras, e tende em deixar-se ficar no Outono.
Já não é o corpo que me obedeçe, mas sim eu que obedeço ao corpo. É a matéria que triunfa sobre o espírito!
Deviamos poder mudar de matéria, como mudamos de vestido, quando se gasta.
Não exis
te dignidade no envelhecimento, apenas aceitação revoltada, mas quase sempre calada.
Caminho pelo meu Outono, com um sorriso nos lábios, tentando conformar quem diz abertamente não o aceitar, não sabendo elas que estão a ser muito mais honestas do que eu!
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O Poder do Discurso

Por mais que aparentemente o discurso seja pouco importante, as interdições que o atingem logo e depressa revelam a sua ligação com o desejo e com o poder. E o que há de surpreendente nisso, já que o discurso - como a psicanálise nos demostrou - não é simplesmente o que manifesta (ou oculta) o desejo; é também o que é o objecto do desejo; e já que - a história não cessa de nos indicar - o discurso não é simplesmente o que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo por que, aquilo pelo que se luta, o poder do qual procuramos apoderar-nos.
Michel Foucault, in 'A Ordem do Discurso'
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Marcadores: Política
O Poder em Perspectiva

O poder é a posse das faculdades ou dos meios necessários para fazer os
outros homens contribuirem para as suas próprias vontades. O poder
legítimo é aquele que determina os outros a se prestarem aos nossos
objectivos pela ideia da sua própria felicidade: esse poder não passa de
uma violência quando, sem nenhuma vantagem para nós, ou mesmo para
nosso prejuízo, obriga a que nos submetamos à vontade dos outros.
Paul Holbach, in 'O Sistema Social'
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Marcadores: Política
sábado, setembro 16, 2006
Poder sem Futuro

Quando se considera que o produto do trabalho e das luzes de trinta ou quarenta séculos foi entregar trezentos milhões de homens espalhados pelo globo a cerca de trinta déspotas, a maioria ignorante e imbecil, cada um dos quais é governado por três ou quatro celerados às vezes estúpidos, o que pensar da humanidade e o que dela esperar no futuro?
Sébastien-Roch Chamfort, in 'Pensamentos, Máximas e Anedotas'
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quinta-feira, setembro 14, 2006
Vieira Da Silva

Maria Helena VIEIRA DA SILVA (1908-1992), pintora de origem portuguesa, nasceu em Lisboa, no seio de uma família que cedo estimulou o seu interesse pela pintura, pela leitura e pela música. Em 1928 vai para Paris onde estuda escultura, optando definitivamente pela pintura em 1929. Em 1930 casa-se com o pintor húngaro, Arpad Szenes. Pintora de temas essencialmente urbanos, a sua pintura revela, desde muito cedo, uma preocupação com o espaço e a profundidade. Vive no Brasil de 1940 a 1947. A sua pintura desse período reflecte a angústia da guerra. Depois do seu regresso a Paris, na década de 50, participa em inúmeras exposições em França e no estrangeiro. Em 1956 obtém a nacionalidade francesa. O estado francês adquire obras suas a partir de 1948 e em 1960 atribui-lhe a primeira de várias condecorações. A partir de 1958, organizam-se retrospectivas da sua obra e são-lhe concedidos importantes prémios internacionais. Em Portugal, a Fundação Calouste Gulbenkian apresenta a sua obra em 1970, 1977 e 1988. Em 1983, o Metropolitano de Lisboa propõe-lhe a decoração da estação da Cidade Universitária; a obra Le métro (1940) é reproduzida em azulejos com a colaboração do pintor Manuel Cargaleiro. Em 1994, é lançado o Catálogo Raisonné da sua obra. Pintora da Segunda Escola de Paris, Vieira da Silva teve um importante papel no panorama da arte internacional.
"Un Été de Sel"
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quarta-feira, setembro 13, 2006
Maria de Lurdes Ribeiro
Maria de Lurdes Ribeiro, que adotou o nome artístico de «Maluda», nasceu em Nova Goa (atual Panjim), nas Índias Portuguesas, em 1934.
Embora experimentando vários gêneros, o principal de sua pintura está voltado para a paisagem, em que sua arte, no dizer de Pamplona, muito se aproxima de Paul Cézanne (1839-1906), o mestre do Impressionismo.
Maluda foi bolsista da Fundação Gulbenkian, estudando em Londres e na Suíça, entre os anos de 1977 e 1978.
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Inimigos.

"...É triste não ter Amigos?
Ainda mais triste é não ter Inimigos,
Porque, quem não nem inimigos,
É sinal de que não tem:
Nem talento que faça sombra,
Nem caráter que impressione,
Nem coragem para que o temam,
Nem honra contra qual murmurem,
Nem bens que lhe cobicem,
Nem coisa alguma que invejem..."
Voltaire
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domingo, setembro 10, 2006
Considerando...

Há poucos dias, debatiamos, uma amiga e eu, se o suicidio era uma forma de coragem perante a vida, ou se era uma cobardia?. As opiniões divergiam apenas um pouco...mas divergiam!
Sempre defendi a vida no seu todo, na luta perante as adversidades e na alegria por tudo o que nos traz de bom.
Bem sei que o facto de sermos donos da nossa existência, nos dá a segurança do poder como forma de decisão.
Conta-se que um Judeu, sobreviveu ao Holocauto, porque todos os dias se aproximava do arame farpado electrificado, sabendo que bastava tocá-lo para que todo o horror desaparecesse da sua existência.
Foi no contexto dessa discussão amigável, que resolvi postar as vidas de três mulheres com o mesmo destino, a morte por suicídio!
Sylvia Plath, Virginia Woolf, Florbela Espanca, foram mulheres bem nascidas, educadas e com uma vida confortável financeiramente.
Artistas de arte maior, que é a escrita, amadas pelos companheiros e amigos, nada faria prevêr os seus tristes fins.
Mas...ao lêr-mos os seus legados, depressa chegamos à conclusão que possuíam uma Alma atormentada, que um vazio enorme as consumia, e com o qual não conseguiam lutar.
Mas será que tentaram lutar?
Não! não tentaram! eram possuídas de egos elevados e em constante concentração de si próprias. Tudo e todos os que as rodeavam, eram utilizados nas suas exaltações tanto para o bem, como para o mal.
Nunca souberam lidar com as ambiguidades da vida, nem com o facto de as suas obras à altura, não terem sido devidamente reconhecidas.
Considerando o que foi dito, insisto na minha opinião, querida amiga,que o suicídio é a arma dos cobardes. Nada os demove para que deles se fale, apenas se ouvem a si mesmo, o que acresce à cobardia uma grande dose de egoísmo.
A morte é a única certeza do ser humano!
Por muito que o caminho da vida seja tortuoso, vale a pena ser vivida! É um jogo de astúcia este, o de vivêr...
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domingo, setembro 10, 2006
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Marcadores: Sobre mim
sábado, setembro 09, 2006
Florbela Espanca
Não manifesta interesse pela política ou pelos problemas sociais. Diz-se conservadora.
Escritos de âmbito para além dos que caracterizam essa paixão não são abundantes, particularmente na obra poética. Salvo no que se refere ao seu Alentejo.
A morte anunciada ao longo da sua escrita ocorrerá pouco depois. Põe fim à vida em 8 de Dezembro de 1930, dia em que faz trinta e seis anos, em Matosinhos, onde vive. Aí é enterrada sendo mais tarde trasladada para a sua terra natal.
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Árvores do Alentejo

Árvores do Alentejo
Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!
E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
--- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!
Florbela Espanca
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sábado, setembro 09, 2006
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