quarta-feira, outubro 14, 2020

                                                         

                            Um dos meus poemas preferidos 💗


 






sábado, março 02, 2013

O Povo é Quem Mais Ordena



Sem comentários...

quinta-feira, abril 10, 2008

O Muro

Liberdade




"Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus. Se o criador o tivesse querido juntar a mim não teríamos talvez dois corpos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem."


Agostinho da Silva



O que sobressai desta mensagem, é a ideia da libertação individual dos pensamentos, é a necessidade de nos desprendermos das coisas do Mundo, que tantas vezes nos sufoca, de contrariarmos a forma dominante da nossa sociedade, de modo a que nos possamos cultivar continuamente, sem os esteriótipos castrativos da criação social.

Só assim podemos ser verdadeiramente livres, pois a verdadeira libertação é não ter.


Melody



terça-feira, abril 08, 2008

Lenda da Cidade de Moura (Alentejo)




Lenda da Moura Salúquia é a lenda que surge ligada à designação actual da cidade de Moura.



Conta que a princesa e governadora da cidade (então chamada Al-Manijah), de nome Salúquia, filha de Abu-Hassan, se apaixonou pelo alcaide de Aroche, Bráfama. Na véspera do matrimónio, Bráfama dirigiu-se então com uma comitiva para Moura, a dez léguas de distância. Mas todo o território alentejano a norte e oeste tinha já sido conquistado pelos cristãos, e a jornada revelava-se perigosa. Entretanto, D. Afonso Henriques encarregara dois fidalgos, os irmãos Álvaro Rodrigues e Pedro Rodrigues, de conquistar a cidade de Moura.


Estando ao corrente dos preparativos matrimoniais que aí se desenrolavam, emboscaram-se num olival perto dos limites da povoação. Surpreendidos pela acção dos cavaleiros cristãos, a comitiva de Aroche foi facilmente vencida, e Bráfama foi morto. Então, disfarçando-se com as vestes dos representantes muçulmanos, os fidalgos cristãos dirigiram-se para a cidade. Do alto da torre do castelo, onde aguardava a chegada do seu noivo, e vendo aproximar-se um grupo de cavaleiros aparentemente islâmicos, Salúquia julgou que se tratava da comitiva de Aroche, ao que ordenou que lhes franqueassem as portas da fortificação.


Mas mal transpuseram a muralha, os cristãos lançaram-se sobre os defensores da cidade, tomados de surpresa, e conquistaram o castelo. Salúquia apercebeu-se então do erro que tinha cometido e, ferida pela certeza da morte de Bráfama, tomou as chaves da cidade e precipitou-se da torre onde se encontrava.


Comovidos pela história de amor que os sobreviventes islâmicos lhes contaram, os irmãos Rodrigues teriam renomeado a cidade para Terra da Moura Salúquia. O tempo encarregar-se-ia de transformar esta designação para Terra da Moura, até que evoluíu para a actual forma de Moura.


A uma torre de taipa do Castelo de Moura ainda hoje se chama a Torre de Salúquia, e a um olival nas proximidades de Moura, aquele onde supostamente teriam sido emboscados Bráfama e a sua comitiva, o povo chama Bráfama de Aroche.


Nas armas da cidade figura, deitada no chão, uma moura morta, com uma torre em segundo plano, numa alusão à Lenda da Moura Salúquia.




Melody

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Desert Rose




Sweet desert rose
This memory of Eden haunts us all
This desert flower, this rare perfume
Is the sweet intoxication of the fall.


Melody

Do You Believe In Love After Love?



Uma pergunta que ainda hoje faço a mim mesma...


Melody

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Sou Lenda...





Sou Lenda, porque as lendas são envoltas em Mistérios e Magias. São uma criação dos caminhos


da Mente, da vaga imaginação dos silêncios da Alma por fim libertados...Sendo Lenda, posso


brincar na tua alegria, ser parte da tua emoção, e caminhar tranquila, pela tua ilusão...Sou lenda,


porque as lendas correm livres junto ao vento, buscando as vozes da memória para que alcancem


as histórias perdidas no tempo...Sendo Lenda, posso escrever o meu nome na tua vida e instalar-


me no aconchego do teu coração, como uma sensação de perfume no ar...Sendo Lenda, posso ser


parte de ti, sem que tu percebas...



Melody

quinta-feira, dezembro 06, 2007

TESE DE GUERDJEF


A tese deste pensador chamado GUERDJEF, que no início do século passado já falava em auto conhecimento, é a importância de saber viver.
Dizia ele: “Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento, e daquilo que realmente vale como principal”.
No Instituto Francês de Ansiedade e Stress (Paris), foram colocadas em destaque, 20 regras de vida que Guerdjef traçou. Dizem os “experts” em comportamento que, que já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com melhor qualidade interior. Seguem abaixo para vossa apreciação:


01- Faça pausas de 10 minutos a cada 2 horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

02- Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou acha que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

03- Planeie seu dia, si, mas deixe um bom espaço para o improviso, consciente que nem tudo depende de você.

04 - Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam seus quadros mentais, você se exaure.

05 - Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, na casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua actuação, a não ser você mesmo.

06 - Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos, pois não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimonias.

07 - Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedi-las as pessoas certas.

08 - Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque, são uma perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

09 - Tente descobrir o prazer de factos habituais como comer, dormir, tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

10 - Evite se envolver na ansiedade e tensões alheias enquanto houver a ansiedade e a tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a acção.

11 - Família não é você, está junto de você. Compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

12 - Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.

13 - É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente, ao menos num raio de 100 km.

14 - Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância subtil de uma saída discreta.

15 - Não queira saber se falaram mal de você, e nem se atormente com este lixo mental. Escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

16 - Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é óptimo… para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

17 - A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe a firmeza, o que é muito diferente.

18 - Uma hora de imenso prazer substitui com folga três horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade saudável de divertir-se.

19 - Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas; a Intuição, a ingenuidade e a Fé.

20 - Entenda de uma vez por todas, definitiva e exclusivamente: VOCÊ É O QUE SE FIZER SER!!!


Bem, espero que tenham apreciado, e uma coisa posso garantir...! Vale a pena: Saber Viver!


Melody

Os Meus Amigos de 4 Patas.







Gatinhos:




Green:- A minha primeira companheira. Independente, meiga, sociável e sempre atenta.




Twisty:- Tímido, meigo e adora festinhas. Companhia de sonecas.




Nicky:- Atenta, acorda-me quando quer leitinho ou o despertador toca e não me levanto logo.




Gustavo:- Vaidoso, tímido, mimado, adora ser escovado vezes, sem conta. Dá beijinhos por interesse.




Sammy:- Linda, meiga doce e ciumenta. A minha protectora.




Layla: Independente, adora leitinho e refila sempre que quer qualquer coisa.




Huguinho:- Lindo, gordinho, faz questão de ser o primeiro a cumprimentar toda a gente.




Zézinha:- Não gosta que a chame, foge e tenta brincar às escondidas. Gosta de provar tudo o que como.




Arafat:- Lindo, vaidoso, gosta de escova e adora mexer em tudo quando não estou a olhar.




Cicinho:- Super meiguinho, adora colo, ver TV e provar tudo o que é comida.






Os Cães:




Toby:- Alegre, muito meiguinho, brincalhão e desobediente. Arregala os olhos e refila quando não quer fazer algo.




Dara:- Linda menina que gosta de agradar e de comer tudo também. Detesta estar sozinha e como represália rói tudo o que encontra. Super meiguinha.




Daisy:- Refilona, amorosa, meiga, teimosa. A minha companhia sempre!




Luka:- Meigo, lindo e refila em Inglês. Tenta contar tudo o que se passa, mas ninguém o entende.




Iury:- Irreverente, teimoso, comilão mas muito meiguinho.




Lord:- Uma ternura de cãozinho. Agradecido, cerimonioso, simpático, companhia sempre presente!




A todos estes amiguinhos, que me aceitam tal como sou, o meu muito obrigada, por esquecerem os meus defeitos e realçarem as minhas qualidades, gostando de mim de forma incondicional.




Com eles aprendi a ser mais tolerante, mais humana e a tentar respeitar melhor as diferenças.




Para eles um grande "Bem Hajam."
Melody

Eu Aprendi...





Eu aprendi... que a melhor sala de aula do mundo, é estar junto de alguém mais velho.

Eu aprendi... que ser gentil e amável é mais importante do que ser justo.

Eu aprendi... que às vezes, tudo o que uma pessoa precisa é de uma mão para segurar e um coração que a entenda.

Eu aprendi... que o dinheiro não compra classe social nem educação.

Eu aprendi... que são as pequeninas coisas do dia a dia que faz a vida valer a pena.

Eu aprendi... que dentro da dura concha de cada um de nós, existe alguém que quer ser apreciado e amado.

Eu aprendi... que ignorar os factos, não mudam os factos.

Eu aprendi... que o amor, e não o tempo, curam todas as feridas.

Eu aprendi... que todas as pessoas que conhecermos, merecem ser saudadas com um sorriso.

Eu aprendi... que a vida é dura, mas eu sou mais.

Eu aprendi... a conservar as palavras suaves e gentis, porque amanhã talvez as tenha de engolir.

Eu aprendi... que o sorriso é uma forma barata de melhorar o meu aspecto.

Eu aprendi... que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer sobre isso.

Eu aprendi... que todos querem estar no topo da montanha, mas toda a felicidade e crescimento ocorrem durante a escalada.

Eu aprendi... que é melhor dar conselhos só em duas circunstâncias: quando se é solicitado, e quando a situação é de vida ou morte.

Eu aprendi... que quanto mais tempo se tem, menos coisas se fazem.


Eu aprendi... que o tempo é o verdadeiro presente, para ser usado com inteligência, e não para se desperdiçar.


Melody


terça-feira, novembro 13, 2007

A Magia do Circo



Lembro-me de quando a minha mãe me levava ao circo, e de como me fascinavam todos os fatos de luzes e cores, assim como o ambiente que a todos nos envolvia.
Mais tarde, foi a minha vez de levar os meus filhos, aquele sitio, onde tudo era possível.
Apesar de repudiar a forma como os animais são tratados e de os palhaços por vezes fazerem chorar os mais pequeninos, não posso deixar passar o trabalho destes artistas, que ao longo dos séculos tudo fizeram para nos oferecerem espectáculos de rara beleza e sonho.

Fica aqui a minha modesta homenagem, a todos os que trabalham arduamente, para que miúdos e graúdos, saiam do espectáculo com um sorriso nos lábios.

Melody

domingo, novembro 04, 2007

O Diário (excerto)



Um extracto do diário de Anne Frank.


Terça-feira, 11 de Abril de 1944


Querida Kitty:

Sinto como que marteladas na cabeça! Nem sei por onde começar. Sexta-feira (Sexta-feira Santa) à tarde, e no sábado também, fizemos vários jogos. Esses dias passaram-se sem novidade e bastante depressa. No domingo pedi ao Peter que viesse aqui e mais tarde subimos e ficámos lá em cima até às seis horas. Das seis e quinze até às sete horas ouvimos um belo concerto de música de Mozart; do que mais gostei foi da «K'eine Nachtmusik». Não consigo escutar bem quando há muita gente à minha volta, porque a boa música comove-me profundamente.


Prédio onde vivia a família Frank


Domingo à noite o Peter e eu fomos ao sótão. Para estarmos sentados confortávelmente, levamos umas almofadas que pusemos em cima de um caixote. O sítio é estreito e estávamos muito apertados um contra o outro. A Mouchi fazia-nos companhia. Assim havia quem nos vigiasse. De repente, às nove menos um quarto, o sr. van Daan assobiou e perguntou se nós tínhamos levado uma almofada do sr. Dussel. Saltámos do caixote abaixo e descemos com as almofadas, o gato e o sr. van Daan. Por causa da almofada do sr. Dussel desenrolou-se uma verdadeira tragédia. Ele estava desaustinado por termos levado a sua «almofada da noite». Receou que a enchêssemos de pulgas, fez cenas tremendas por causa de uma reles almofada. Como vingança, o Peter e eu metemos-lhe duas escovas duras na cama. Rimo-nos muito daquele pequeno «intermezzo». Mas o divertimento não havia de ser de longa dura. As nove e meia o Peter bateu à porta e pediu ao pai que subisse para lhe ensinar uma frase inglesa muito complicada.

- Aqui há gato - disse eu à Margot. - Ele não está a dizer a verdade.

E tinha razão. Havia ladrões no armazém. Com rapidez, o pai, o Peter, o sr. van Daan e o Dussel desceram. A mãe, a Margot, a srª van Daan e eu ficamos à espera. Quatro mulheres cheias de medo não podem fazer outra coisa senão porem-se a falar. Assim fizemos. De repente, ouvimos, lá em baixo, uma pancada forte. Depois, silêncio. O relógio deu dez menos um quarto. Estávamos lívidas, muito quietas e cheias de medo. Que foi feito dos homens? O que é que significava aquela pancada? Haverá luta entre eles e os ladrões? Dez horas. Passos na escada. Entra primeiro o pai, pálido e nervoso, depois o sr. van Daan.

- Fechem a luz. Subam sem fazer barulho. Deve vir a polícia.

Agora não havia tempo para medos. Fechámos a luz. Ainda peguei no meu casaquinho e subimos.

- O que aconteceu? Depressa, conta! - Mas não havia ninguém que pudesse contar, porque os senhores já tinham descido outra vez. Às dez e dez voltaram, dois ficaram de guarda na janela aberta, no quarto do Peter. A porta do corredor ficou fechada. A porta giratória também. Sobre o candeeiro lançámos uma camisola. Depois eles começaram a contar:

- O Peter ao ouvir duas pancadas fortes, correu abaixo e viu que do lado esquerdo da porta do armazém faltava uma tábua. Voltou depressa para cima, avisou a parte mais corajosa do grupo e então eles, os quatro, desceram. quando entraram no armazém encontraram os ladrões em flagrante. Sem reflectir o sr. van Daan gritou:

- Polícia!

Os ladrões fugiram num instante. Para evitar que a ronda da Policia notasse o buraco, os nossos homens colocaram a tábua no sítio, mas um pontapé de lá de fora deitou-a novamente ao chão. Os quatro ficaram perplexos com tanto atrevimento. O sr. van Daan e o Peter sentiram vontade de matar aqueles patifes. O sr. van Daan bateu com o machado no chão. Depois novamente silêncio. Tentaram colocar outra vez a tábua.

Novo susto: lá fora estava um casal e a luz forte de uma lâmpada de mão iluminou todo o armazém.

- Com mil raios! - disse um dos nossos e... num instante trocaram o seu papel de policias pelo de ladrões. Fugiram. Subiram. O Peter abriu portas e janelas na cozinha do escritório particular, deitou o telefone ao chão e depois desapareceram todos por detrás da porta giratória.

Provavelmente o casal avisaria a Policia. Era domingo, Domingo de Páscoa, e ninguém viria ao escritório, antes de terça-feira de manhã. Não podíamos fazer mesmo nada. Imagina duas noites e um dia a passar com tal angústia! Nós, as mulheres é que já não éramos capazes de imaginar coisa alguma. Estávamos sentadas às escuras; a srª van Daan resolveu fechar todas as luzes, e sempre que se ouvia um ruído murmurávamos «chut, chut».

Eram dez e meia, onze horas, e de ruídos nada. Alternadamente vinham ter connosco o pai e o sr. van Daan. Depois, às onze e um quarto, ouvimos ruídos lá em baixo. Agora já se ouvia a respiração de cada um de nós. Não nos mexemos. Passos na casa, no escritório particular, na cozinha, depois... na escada que conduz à porta camuflada. Retivemos a respiração; oito corações a martelar. Passos na escada, sacudidelas nas prateleiras da porta giratória. Estes momentos são impossíveis de descrever.

- Estamos perdidos - pensei, e já nos via, a todos, arrastados pela Gestapo através da noite. Mais duas vezes mexeram na porta giratória, depois alguma coisa caiu e os passos afastaram-se. De momento, estávamos salvos. Então começámos todos a tremer. Ouvia-se o bater de dentes; ninguém conseguia pronunciar uma palavra.

Não se ouvia mais nada em toda a casa, mas havia luz do outro lado da porta camuflada. Teriam desconfiado desta ou esqueceram-se de apagar a luz? Dentro do prédio já não se encontravam estranhos; só lá fora, na rua, haveria possivelmente um guarda. As nossas línguas soltaram-se, começámos a falar, mas o medo ainda nos dominava. Todos precisavam... O Peter tem um cesto de papéis de chapa de ferro, que podia substituir o balde que estava no sótão.

O sr. van Daan começou, depois o pai. A mãe teve vergonha. O pai levou-nos o cesto ao quarto, onde a Margot, a srª van Daan e eu, muito contentes, o utilizámos, e, por fim, também a mãe. Todos queriam papel. Felizmente eu trazia algum comigo no bolso.

Do cesto vinha um cheirete horrível; falávamos em voz baixa; estávamos cansados. Era meia-noite.

- Deitem-se no chão e durmam!

Deram-nos, à Margot e a mim, almofadas. A Margot ficou deitada junto do armário dos víveres e eu entre as pernas da mesa. No chão não se sentia tanto o mau cheiro, mas a srª van Daan, sem fazer o mínimo ruído, foi buscar um pouco de cloro e deitou-o no cesto, que depois cobriu com um pano velho.

Conversas, murmúrios, mau cheiro, medo, e sempre alguém sentado no cesto. Impossível dormir-se. Às duas e meia eu estava tão cansada que não ouvi mais nada até ás três e meia. Depois acordei. Senti a cabeça da srª van Daan em cima do meu pé.

-Dêem-me alguma coisa para vestir. Tenho frio.

Atiraram-me roupa. Mas não queiras saber o que era! Fiquei com calças de lã em cima do pijama, um «pulover» e uma saia preta, umas meias brancas e, por cima, soquetes rotos.

Agora a srª van Daan sentou-se numa cadeira e o sr. van Daan deitou-se no chão, também em cima dos meus pés. Comecei a pensar em tudo o que tinha acontecido e pus-me a tremer de tal forma que o sr. van Daan não pôde dormir. Preparei mentalmente as palavras que havíamos de dizer, caso a policia voltasse. Com certeza era preciso confessar-lhes que éramos «mergulhados». Ou eles eram bons holandeses - e então estávamos salvos - ou eram pró-nazis e então aceitavam dinheiro!

- Tira o rádio - suspirou a srª van Daan.

- Queres que o deite ao fogão? Se nos encontrarem, já não importa que encontrem também o rádio.

- Então encontram também o diário da Anne - disse o pai.

- E se o queimássemos? - propôs a pessoa mais medrosa do nosso grupo.

Este momento e aquele em que eu tinha ouvido as sacudidelas da Policia na porta giratória, foram para mim os mais terríveis.

- O meu diário não! O meu diário só será queimado comigo!

Graças a Deus, o pai já nem me respondeu.

Não vale a pena reproduzir todas as conversas. Confortei a srª van Daan, que estava cheia de um medo horrível. Falámos de fugas, interrogatórios, da Gestapo e da necessidade de sermos corajosos.

- Agora temos de ser valentes como os soldados, srª van Daan. Se nos apanharem, o nosso sacrifício será pela rainha, a pátria, a verdade e o direito, como dizem também na emissora de Orange.

O que mais me aflige é arrastarmos tanta gente para a infelicidade.

O sr. van Daan tornou a trocar o lugar com a sua mulher, o pai veio para junto de mim. Os homens fumavam sem interrupção, de vez em quando ouvia-se um suspiro fundo, depois alguém a correr ao cesto... e isto ainda se repetiu muitas vezes. Quatro horas, cinco horas, cinco e meia. Fui ao quarto do Peter. Ficámos sentados à janela, ouvíamos os ruídos, cada um sentia as vibrações do corpo do outro, tão encostados estávamos. Só dizíamos uma palavra, de longe em longe. Estávamos sempre atentos ao que se ia passando. Ao lado ouvimos alguém abrir as persianas.

Às sete, os senhores queriam telefonar ao Koophuis e pedir-lhe que mandasse alguém. Escreveram num papel o que lhe iam dizer. Havia o perigo de o guarda em frente da porta ouvir o toque do telefone, mas o perigo de a Policia voltar era maior ainda. Os tópicos a comunicar ao Koophuis eram os seguintes:

Assalto: a Policia entrou em casa, chegou até à porta giratória, mas não foi mais longe.

Ladrões, provavelmente apanhados em flagrante, arrombaram a porta do armazém e fugiram pelo quintal.

Porta principal trancada. O Kraler deve ter saído pela outra porta. As máquinas de escrever estão em segurança na caixa preta, no escritório particular.

Tentar avisar o Henk. Ir buscar a chave a casa da Elli.

Ele que venha cá ao escritório com o pretexto de que o gato precisa de comida.

Tudo se fez tal qual. Telefonou-se ao Koophuis, levámos as máquinas (que ainda estavam connosco em cima) para baixo, e guardámo-las na caixa preta. Sentámo-nos à volta da mesa e esperámos pelo Henk ou... pela Policia.

O Peter adormeceu. O sr. van Daan e eu acabamos por deitar-nos no chão. Depois ouvimos passos pesados. Eu disse, em voz baixa:

- É o Henk.

- Não, não, é a Policia, ouvi dizer alguém.

Bateram à porta. O assobio da Miep. Agora é que a srª van Daan não aguentou mais. Branca como a cal, sem forças, estava caída na cadeira, e se aquela tensão se tivesse prolongado por mais um minuto, ela teria desmaiado.

Quando a Miep e o Henk entraram no nosso quarto, ofereceu-se-lhes um lindo espectáculo. Só a mesa valia a pena ser fotografada. A revista «Filme e Teatro» aberta, e as fotos das lindas «estrelas» do bailado besuntadas com compota e com o remédio contra a diarreia. Dois frascos de compota, um pão e meio, espelho, pente, fósforos, cinza, cigarros, tabaco, cinzeiro, calcinhas, lâmpada de bolso, papel higiénico, etc., etc...

Já se vê, recebemos o Henk e a Miep com júbilo e lágrimas. O Henk tapou o buraco da porta com a tábua e depois foi à Policia para comunicar o assalto. A Miep encontrou debaixo da porta um aviso do guarda-nocturno que viu o buraco e avisou a Policia. O Henk foi também falar com ele.

Tínhamos uma meia hora para nos arranjarmos. Nunca vi uma tal metamorfose em tão pouco tempo. A Margot e eu abrimos as camas, fomos ao W.C., lavámo-nos, limpámos os dentes e penteámo-nos. Depois, num instante, arrumámos o quarto e voltámos para cima. A mesa já estava limpa. Fomos buscar água, fizemos café e chá e pusemos a mesa para o pequeno almoço. O pai e o Peter limparam o cesto sujo com água e cloro.

As onze horas já nos encontrávamos todos com o Henk à volta da mesa e acalmámos pouco a pouco. O Henk contou:

O guarda nocturno Slagter ainda estava a dormir. Falei com a mulher e ela disse-me que o marido, ao fazer a ronda nos cais, tinha reparado no buraco na nossa porta da rua. Foi procurar um policia e, juntos, rebuscaram a casa de cima a baixo. que na terça-feira viria fazer mais comunicações ao Kraler. Foi à esquadra da Policia, onde ainda não sabiam nada do assalto, mas tomaram nota e disseram que viriam cá também na terça-feira.

No regresso o Henk passou pela loja do hortaliceiro, na esquina, e contou-lhe do roubo.

- Eu sei, disse o hortaliceiro pachorrentamente. Passei, ontem à noite com minha mulher pelo vosso estabelecimento e vi o tal buraco na porta. Minha mulher não quis parar mas eu acendi a minha lâmpada de bolso e iluminei o interior. Os ladrões fugiram logo. Não chamei a Policia, pensei que seria melhor. Não sei nada, mas imagino algumas coisas...



O Henk agradeceu e foi-se embora. O hortaliceiro decerto suspeita de que estamos aqui, pois entrega as batatas sempre à hora do almoço. Um tipo às direitas.

Depois do Henk nos ter deixado - era uma hora - deitámo-nos para dormir. Às três menos um quarto acordei e já não vi o Dussel na sua cama. Ainda toda entorpecida encontrei, por acaso, o Peter no quarto de banho. Combinámos encontrar-nos depois em baixo, no escritório.

- Ainda sentes coragem para subir ao sótão ? - perguntou-me. Disse-lhe que sim, fui buscar a minha almofada e subimos. O tempo estava uma maravilha. Em breve as sereias começaram a dar alarme. Mas nós ficámos onde estávamos. O Peter deitou-me um braço em volta dos ombros e eu também deitei um braço em volta dos seus ombros, e assim ficámos muito calmos, até que veio a Margot chamar-nos para o lanche.

Comemos pão, tomámos limonada e já estávamos de novo dispostos a dizer brincadeiras uns aos outros. Depois disso não houve mais nada de especial. À noite agradeci ao Peter por ele ter sido o mais corajoso de todos nós.



Nunca nenhum de nós se tinha encontrado numa situação tão perigosa como a da noite passada. Deus protegeu-nos. Imagina a Policia a remexer na estante da nossa porta giratória, iluminada pela luz acesa, sem dar connosco!

Em caso de invasão, com bombardeamentos e tudo, cada um de nós pode responder por si próprio. Neste caso, porém, não se tratava só de nós, mas também dos nossos bondosos protectores.

Estamos salvos. Não nos abandones! É apenas isto que podemos suplicar.

Este acontecimento trouxe consigo algumas modificações. O sr. Dussel já não trabalha à noite no escritório do Kraler mas sim no quarto de banho. Às oito e meia e às nove e meia o Peter faz a ronda pela casa. Já não pode abrir a janela durante a noite. Depois das nove e meia não podemos utilizar o autoclismo do W.C. Hoje à noite vem um carpinteiro reforçar as portas do armazém. Há discussões a tal respeito, há quem pense que não se devia mandar fazer isso. O Kraler censurou a nossa imprudência e também o Henk disse que não devíamos em tais casos descer ao andar de baixo. Fizeram-nos ver bem que somos «mergulhados», judeus enclausurados, presos num sitio, sem direitos, mas carregados de milhares de deveres. Nós, judeus, não devemos deixar-nos arrastar pelos sentimentos, temos de ser corajosos e fortes e aceitar o nosso destino sem queixas, temos de cumprir tudo quanto possível e ter confiança em Deus. Há-de chegar o dia em que esta guerra medonha acabará, há-de chegar o dia em que também nós voltaremos a ser gente como os outros e não apenas judeus.

Quem foi que nos impôs este destino? quem decidiu excluir deste modo os judeus do convívio dos outros povos? quem nos fez sofrer tanto até agora? Foi Deus que nos trouxe o sofrimento e será Deus que nos libertará Se apesar de tudo isto que suportamos, ainda sobreviverem judeus, estes servirão a todos os condenados como exemplo. Quem sabe, talvez venha ainda o dia em que o Mundo se aperceba do bem através da nossa fé, e talvez seja por isso que temos de sofrer tanto. Nunca poderemos ser só holandeses, ingleses ou súbditos de qualquer outro pais. Seremos sempre, além disso, judeus. E queremos sê-lo.

Não percamos a coragem. Temos de ter consciência da nossa missão. Não nos queixemos, que o dia da nossa salvação há-de chegar. Nunca Deus abandonou o nosso povo. Através de todos os séculos os judeus sobreviveram.

Através de todos os séculos houve sempre judeus a sofrer, mas através de todos os séculos se mantiveram fortes. Os fracos desaparecem mas os fortes sobrevivem e não morrerão!

Naquela noite pensei que ia morrer. Esperava pela Policia, estava preparada como os soldados no campo de batalha, prestes a sacrificar-me pela pátria. Agora que estou salva, o meu desejo é naturalizar-me holandesa depois da guerra.

E Gosto dos holandeses, gosto desta terra e da sua língua. É aqui que gostava de trabalhar. E se for preciso escrever à própria rainha, não hei-de desistir enquanto não conseguir este meu fim.

Sinto-me cada vez mais independente dos meus pais. Embora seja muito nova ainda, sei, no entanto, que tenho mais coragem de viver e um sentido de justiça mais apurado, mais seguro do que a mãe. Sei o que quero, tenho uma finalidade, uma opinião, tenho fé e amor. Deixem-me ser eu mesma e estarei satisfeita. Tenho consciência de ser mulher, uma mulher com força interior e com muita coragem.

Se Deus me deixar viver, hei-de ir mais longe de que a mãe. Não quero ficar insignificante. quero conquistar o meu lugar no Mundo e trabalhar para a Humanidade.

O que sei é que a coragem e a alegria são os factores mais importantes na vida!


Tua Anne


Uma lição de vida, que não deveriamos esquecer.

Melody

A Menina Coragem



ANNE FRANK




Jovem judia universalmente conhecida pelo diário que escreveu durante o período da
perseguição nazi


[ Frankfurt , 1929 - Bergen-Belsen, 1945 ]



Ann Frank relata, no seu diário, os dois anos que, para fugir à perseguição anti-semita, viveu refugiada com a sua família e alguns amigos nas águas-furtadas de um edifício de Amesterdão, durante os quais desponta para o amor e revela uma profunda sensibilidade muito superior àquela que seria natural possuir na sua idade.
Devido a uma denúncia, ela e a sua família acabariam por ser descobertas.
Levada para o campo de concentração de Bergen-Belsen, torna-se numa das sete milhões de vítimas do holocausto.
O seu diário, encontrado depois do final da guerra, foi traduzido para inúmeras línguas, transformando-se num «best-seller» e tornando esta jovem num símbolo da causa judaica.
É, ainda, autora do livro Contos, onde revela, para além de um enorme desejo de paz, uma profunda esperança na Humanidade.
As águas-furtadas onde Anne Frank viveu durante os dois anos de refúgio, recebem, diariamente, milhares de pessoas, tendo-se transformado num dos locais mais visitados da cidade de Amesterdão.

É na luta, na coragem e na esperança de vencermos as adversidades, que encontramos o sentido da vida.

Melody


sábado, outubro 13, 2007

Drive




Inês, minha doce menina que a vida levou, cedo demais para o outro lado do muro, aqui está o tema dos Incubus, com que tanto te identificavas e tantas vezes cantámos.

Estejas onde estiveres, recebe mil beijos de quem te guardará para sempre no coração.

Até um dia, querida "BIRUTA".


Melody

Salomé



No precurso da nossa vida, aparecem-nos por vezes pessoas especiais.


São pessoas que têm a habilidade de dividir a sua vida com os outros, são honestas nas atitudes, são sinceras e compassivas e dão por certo que o amor é parte de tudo.


As pessoas especiais têm a habilidade de se doar aos outros e ajudá-los nas mudanças que possam surgir nos seus caminhos, são as que se permitem o prazer de estar próximo de cada um de nós e se importam com o nosso bem estar.


Elas vieram para nos ensinar que o amor faz a diferença e que a felicidade só se consegue tirando partido das pequenas coisas que a vida nos ofereçe.


A Salomé era tudo isto e muito mais.


Uma linda mulher, lutadora, criativa, sensual, portadora de um lindo sorriso e com uma forma de estar que nunca passaria despercebida a quem com ela se cruzasse.


Por pouco que se convivesse com ela, deixaria sempre uma marca indelével, impossivel de esquecer.


Por tudo o que atrás foi dito, resta-me agradecer à vida ter tido o privilégio de me ter cruzado com Ela.


Obrigada Salomé.



Deixo aqui um poema, cujo conteúdo, penso, Ela gostaria de nos transmitir:



La mort n'est rien, je suis simplement dans la pièce à côté

Je suis moi, vous êtes vous

Ce que j'étais pour vous, je le suis toujours

Parlez-moi comme vous l'avez toujours fait

Donnez-moi le nom que vous m'avez toujours donné

Continuez à rire de ce qui nous faisait rire ensemble

N'employez pas un ton différent

Que mon nom soit prononcé à la maison comme il l'a toujours été

Je ne suis pas loin,

Juste de l'autre côté du chemin

(Canon Henry Scott)



Melody



Bridge Across Forever



There's a bridge made of light
That crosses between death and life
Where shadows walk in the sun
And desperate lovers run
One day a child and an angel
Stood on either side
Of a magic river
That there was no crossing
But as they tried
The water began to rise
Then they raised their eyes

And as the river fell away
They built a bridge across forever
Between tomorrow and today
There is a bridge across forever

I've had this dream all my life
That doesn't live in black and white
It has no end it just begins
In distant sands and magenta winds
And my love she is standing by the side
Of a magic river that there is no crossing
Maybe someday when our spirits begins to rise
And light fills our eyes

We will meet again someday
On the bridge across forever
I know that we will find our way
To the bridge across forever
Between tomorrow and today
There is a bridge across forever
I know that we will find our way
To the bridge across forever.


Wordless...
Melody





quarta-feira, agosto 15, 2007

Cidade dos Anjos



Um filme maravilhoso, que nos dá as respostas para muitas das perguntas que fazemos.


Todos os caminhos têm um preço.


Tudo tem um fim.


Melody

Para que nunca se esqueçam...




Líder político alemão, e um dos ditadores mais poderosos do século XX, que converteu a Alemanha numa sociedade totalmente militarizada e que despoletou a II Guerra Mundial. Fazendo o anti-semitismo uma das bases da sua propaganda e política, criou o partido Nacional-Socialista (NAZI) e levou-o às massas. Foi responsável pela chacina de milhões de seres humanos, dos quais 6 milhões eram Judeus devido às suas obscuras crenças e teorias da raça pura.

Hitler nasceu em Braunau am Inn, na Austria, a 20 de Abril de 1889. Filho de um oficial de alfândega e de uma camponesa, nunca terminou o liceu devido às poucas condições económicas. Candidatou-se à Academia de Belas-artes de Viena, tendo sido rejeitado por alegada falta de talento. Permaneceu em Viena até 1913 tendo subsistido primeiro devido a uma pensão para órfãos e depois através do dinheiro que ganhava com a venda dos seus desenhos.

O seu conhecimento de literatura era enorme, tendo desenvolvido convicções antidemocráticas e anti-semitas, o culto da personalidade e do controlo das massas.

Na I Guerra Mundial, na altura a viver em Munique, voluntariou-se para o exército Bávaro, tendo-se revelado um soldado corajoso e dedicado, embora nunca tenha sido promovido para além de oficial de primeira categoria pois os seus superiores consideravam-no um homem sem perfil de líder. Após a derrota alemã em 1918, regressou a Munique, mantendo-se no exército até 1920. Em 1919 juntou-se ao partido trabalhista alemão, um partido nacionalista e em abril de 1920 tomou cargo permanente no partido, agora chamado Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (NAZI). Em 1921 foi eleito presidente do partido (Führer), como total poder de decisão.

Organizando sucessivas reuniões, aterrorizando os partidos de oposição com acções violentas de grupos de rufiões, espalhou os seus ideais racistas e nacionalistas, rapidamente tornando-se numa figura de destaque no circulo de política Bávaro, apoiado por muitos militares e magnatas da industria.

Em 1923, estando a Alemanha imersa num profundo estado de caos e pobreza, liderou os seus subalternos num golpe de estado contra o governo vigente, a República de Weimar, o denominado Beer Hall Putsch, que sem o apoio efectivo do exército, colapsou em pouco tempo.

Como cabecilha do golpe, Hitler foi condenado a cinco anos de prisão, comutados para oito meses de prisão efectiva após uma amnistia geral em Dezembro de 1924. É neste período que Hitler escreve o seu manifesto autobiográfico, Mein Kampf (A minha luta).

Em 1929 a Alemanha estava imersa numa profunda crise económica, como o desemprego a crescer em flecha, acompanhado duma baixa produção interna e uma enorme divida externa (resultante das indemnizações de guerra do Tratado de Versailles) aliada a uma inflação incomportável pelo erário publico. Neste cenário Hitler e o seu partido oferecem uma solução para a crise, apelidando-a de ser "um plano judaico-comunista com vista a destruir a Alemanha". Muitos alemães uniram-se à sua causa, tendo conseguido 12 assentos no Reichstag (parlamento) em 1928 e um espantoso aumento para 107 em 1930.

Durante os dois anos seguintes o partido conheceu anos de expansão, graças à pressão social derivada do desemprego crescente, medo do comunismo, força pessoal de Hitler e das lutas entre os seus rivais politicos. Contudo esperava-se que quando Hitler subiu ao poder, em 1933, enquanto Chanceler, fosse um fantoche dos grupos influentes.

Durante os primeiros tempos de governo, Hitler rapidamente estabeleceu um regime ditatorial e autoritário, banindo os partidos político, expulsando os seus oponentes para campos de concentração, dissolvendo sindicatos e coligações, unindo-os numa tal de "Frente Trabalhista Alemã". A censura instalou-se e a influencia do partido cresceu dentro dos orgãos judiciais e executivos.

Através de uma política industrial de re-armamento o desemprego foi drasticamente reduzido, e recorrendo a ambiciosos programas de entertenimento (tais como as primeiras experiencias no âmbito da televisão pública) aliados a uma impressionante actuação no campo da política externa levaram ao apoio da maioria da população.

Cometem-se erros, que deveriam estar sempre presentes nas nossas memórias!

Melody

domingo, agosto 05, 2007

To a special friend of a life time



Thank you for always having been by my side.


Melody

Time of Peace


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A peace of freedom... Melody